És uma noite enluarada,
És a lâmina afiada,
Uma beleza embalsamada,
Que flutua nas águas do entorpecer.
És a sorte inesperada,
És a morte insinuada,
Uma certeza cerceada,
Que esvai corredia à verter.
És o cântico preceito,
És destôo ao meu leito,
E revela-me quem sou,
És o antídoto perfeito,
Que em minhas veias eu derramo,
E que às margens do abandono, se estancaram.
Está nublado dentro de mim...
Há 12 anos
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